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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Soltos

A cada dia, um novo dia.
E a cada noite, um novo brilho
entre as estrelas que não cansam de se mostrar
para olhares atentos e encantados
que não se cansam de admirar.
E em seus brilhos suspensos
há tamanha beleza e exuberância
atrás de uma imensidão
negra e profunda
mergulhados numa noite inteira
dentro de uma galáxia
indescritivelmente bela
e rodeada de mistérios
envolta a um grão de areia...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A carta

Os dias estão ficando muito longos
e em todas as horas,
algo me faz lembrar você.
A saudade então, bate forte no meu peito
em cada segundo da minha vida.
E por entre meus olhos
sinto as lágrimas a cair
como um rio que se debate em cachoeiras.
E de saudades, muita saudade,
fico aqui me esvaecendo
louco sem poder te ver.
Uma distância que separa nossos olhos
mas não é capaz de dividir nossos corações.
Por tudo isto, me resta agora dizer
que neste exato momento,
este simples pedaço de papel
é o reflexo de uma chama,
que arde aqui dentro deste peito meu.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Onde você está?

Onde você está que não a ouço mais?
Estamos separados por mundos tão diferentes, distantes.
Separados como por uma torre,
não a de Babel.
Mas por algo que nos causa uma certa diferença,
não uma interferência.
Onde você está que não a vejo mais?
Estamos separados pelos sentimentos,
pelos ideais, pelas buscas.
Não pelo nosso lar, não em nosso leito.
Ainda parece ele intacto, forte e seguro.
Mas onde você está que não a sinto mais?
Foi ontem o nosso último tato,
mas não marcou como tempos atrás.
Foi ontem o nosso último beijo,
mas não estava ele quente como tempos atrás.
Nossos abraços não tem a mesma força
como aqueles laços de tempos atrás.
Enfim, onde você está?
Que não sabe a falta que tudo isto me faz!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A passagem

Eu sempre caminhei naturalmente por todos os lugares onde passei. O meu tempo não tinha pressa. Eu não tinha pressa. O tempo iria me trazer tudo aquilo que era meu. Pelo menos era assim que eu pensava. Mas o que eu pensava? Eu não sabia. Conhecia tão pouco daquilo que eu conhecia. Nunca olhei por cima das montanhas e menos ainda, nunca imaginei o que poderia haver por detrás delas. E assim meus passos foram se fazendo. E assim meus rastros foram ficando. Mas por onde andei eu não sei o que deixei, e o que ficou não sei para quem ficou. Hoje o tempo está passando tão rápido e eu, cada vez mais sem pressa. Mas quero caminhar tão depressa hoje para ser muito mais rápido que o tempo. Quero a cada dia surpreender o tempo. Quero que o dia de hoje não amanheça como os outros dias. Hoje o dia passará não como os outros. Quero esse meu dia e a cada dia, tão mais especial que os outros dias, que às vezes chego a pensar que somente as vinte e quatro horas não bastam, já que o meu tempo é medido por dia. Para quê a pressa de novos amanhecer. Às vezes quero que o tempo pare no tempo e me dê o tempo suficiente para buscar aquilo que é meu: Aquilo que o tempo não me deu.  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A última chance

Um dia caminhando me deparei com uma pedra em meu caminho.
Poderia eu tê-la chutado, mas me perguntei:
O que estaria ela fazendo ali?
Olhei por alguns minutos e percebi que não era um simples acaso.
Ela me fez parar, pensar e comecei a olhar em volta
e assim, observar tudo aquilo que me cercava.
Era tão bonito mesmo naquela simplicidade.
Mas um silêncio enorme me incomodava
quando vi que era pedras e mais pedras,
e que sozinho eu estava.
Queria falar um "oi", mas ninguém para me ouvir.
Queria sentir um calor, um afeto, mas somente um sol escaldante.
Meus olhos se encheram de lágrimas, mas o forte vento as secou.
Meu pulsar já era fraco e as chamas por se apagar.
E antes mesmo do último suspiro, ainda parado pensei:
Teria eu forças para continuar, ou ainda me há tempo para voltar?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Um recomeço

Por que não recomeçar aos vinte, aos quarenta,
ou até mesmo, aos oitenta?
Somos movidos por uma energia atômica
e recarregada constantemente por nossos desejos.
Somos levados por movimentos involuntários
e guiados unicamente por um ponto.
Somos capazes de surpreender aos outros
e muitas vezes, a nós mesmos.
Fazemos coisas em determinadas fases da vida
que até parecemos crianças quando queremos ser.
E quando não queremos,
fazemos-nos parecer já em outra fase do ciclo.
Se há vida, tem que haver desejos.
Se há desejos, tem que haver vida.
Um se completa com o outro,
até que a morte os separe.
Então, que vivam felizes para sempre!
Enquanto houver a vida.
Mas nunca se esqueça dos desejos!