De repente, como num cubículo me vi.
Parece um outro mundo,
dentro de um submundo. Que mundo?
Olho para um lado e depois para o outro.
Estou chamando, gritando.
Há tantas pessoas que estão passando,
mas parece estar eu sem voz.
Ninguém me vê ninguém me ouve,
mas ainda estou aqui, cansado, sentado.
Eu existo! Talvez para mim mesmo,
e continuo aqui cada vez mais sufocado.
Está se fechando me comprimindo.
Como vim parar neste lugar?
Onde todo mundo olha, mas ninguém me vê.
Como sairei daqui se ninguém me vê?
Como permanecerei num ambiente que não conheço?
Sem hora, sem um tempo marcado para uma liberdade suposta,
e com as chaves na porta sem poder sair.
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